O Living Gazette encerra sua jornada de 16 anos e 7 meses
O meu entusiasmo quando criei o Fashion Gazette em fevereiro de 2008 continua fresco na memória. E não é pra menos: a partir dali, minha vida se transformaria – e não é exagero nenhum falar assim. O mundo que eu sempre sonhava conhecer e fazer parte, se abriu. Essa história dava um livro…
Nesse meio tempo tanta coisa mudou e manter o blog começou a não fazer mais sentido; me ameacei muitas vezes de finalizar, mas não tive coragem. Geralmente as coisas vão se acabando devagar, sem sofrimento, até que um dia a gente olha e não existem mais. Mas não queria que fosse assim aqui, acho que todo o trabalho merecia um ponto final decisivo, e isso é muito mais difícil.
A internet, com sua rapidez e avidez por mudanças, cria e também extingue. Eu ainda mantive por muito tempo o blog enquanto via as meninas que conheci e acompanhei, encerrando os seus, migrando para outras coisas. Foi ficando cada vez mais solitário e difícil convencer as pessoas de clicar em um link para abrir uma página e ler um post. Ufa! Eu entendo, dá preguiça mesmo, mal dos tempos. Mas aí veio o Google com um projeto especial que reacendeu todo o entusiasmo do começo – como agradeço por essa oportunidade (obrigada Thereza Chammas, nunca vou me esquecer). As visitas cresceram absurdamente, eu tinha total liberdade para criar o post que quisesse e ainda recebia um valor bem justo por isso. Coisa que em 16 anos vi raras vezes. Se a parceria ainda estivesse de pé, seria uma blogueira muito feliz!
Não tenho planos pra já, essa coisa de se reinventar, não sei se quero agora não. Ainda tenho a newsletter no Substack e o Instagram; posso manter conteúdo por lá pra matar a vontade. Ou não me estranhe se daqui um tempo eu criar outro blog!
Enfim, leitores, amigos, anunciantes – em especial a Theodora Home -, parceiros: obrigada pela companhia. Foram incríveis 16 anos.


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